A PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) é o procedimento padrão-ouro para investigar nódulos da tireoide. Usando uma agulha muito fina — mais fina que a de coleta de sangue — guiada por ultrassom em tempo real, o médico coleta células do nódulo para análise microscópica em laboratório (citologia).
O objetivo é simples e direto: determinar se o nódulo é benigno, maligno ou indeterminado — informação essencial para que o endocrinologista decida a conduta (acompanhamento, repetição ou cirurgia).
O procedimento é minimamente invasivo, dura entre 10 e 20 minutos, geralmente sem anestesia, e o paciente volta às atividades normais imediatamente — inclusive dirigir. A grande maioria dos nódulos puncionados é benigna (mais de 90% dos casos).
Nem todo nódulo de tireoide precisa de punção — a maioria é benigna e acompanhada apenas com ultrassom seriado. A PAAF é indicada quando há características que aumentam a probabilidade de malignidade:
Microcalcificações, margens irregulares, hipoecogenicidade, vascularização central, nódulo sólido — achados classificados como TI-RADS 4 ou 5 na ultrassonografia.
Nódulos tireoidianos maiores que 1 centímetro com pelo menos uma característica suspeita na imagem são candidatos a punção segundo as diretrizes da ATA (American Thyroid Association).
Nódulos que cresceram significativamente em exames seriados de ultrassom (aumento de 20% em pelo menos duas dimensões), mesmo com aparência inicialmente benigna.
Parentes de primeiro grau com câncer de tireoide ou exposição prévia a radiação na região cervical (radioterapia na infância, por exemplo) reduzem o limiar para indicar PAAF.
Quando a USG identifica linfonodos cervicais com características atípicas (perda do hilo, formato arredondado, vascularização anormal) associados ao nódulo tireoidiano.
Em qualquer situação em que o endocrinologista considere necessário esclarecer a natureza do nódulo para tomar decisão clínica — mesmo em nódulos menores que 1 cm com forte suspeita.
O procedimento é simples, rápido e ambulatorial — sem necessidade de internação, sem jejum, sem anestesia geral.
Você deita na maca com o pescoço levemente estendido (um travesseiro fino pode ser colocado sob os ombros). O médico aplica gel e posiciona o transdutor de ultrassom sobre a tireoide.
Com o ultrassom em tempo real, o médico identifica o nódulo na tela, avalia sua posição, tamanho e relação com estruturas adjacentes, e planeja o trajeto da agulha.
A agulha fina é inserida através da pele até o nódulo — visualizada no monitor durante todo o trajeto. O médico realiza movimentos suaves para coletar células. Pode ser necessária mais de uma punção no mesmo nódulo para garantir amostra adequada.
As células coletadas são depositadas em lâminas e enviadas ao Hermes Pardini para análise citopatológica. Resultado em até 7 dias úteis.
Na CEFIS, punção e análise laboratorial acontecem no mesmo fluxo: a coleta é feita por médico ultrassonografista experiente com equipamento de imagem de última geração, e o material segue diretamente ao Hermes Pardini — referência em citopatologia — para análise por patologista especializado.
O laudo citopatológico da PAAF classifica o nódulo segundo o Sistema Bethesda — uma escala padronizada internacionalmente de I a VI que indica a probabilidade de malignidade e orienta a conduta médica:
O laudo citopatológico NÃO é um diagnóstico final — é uma ferramenta que orienta o endocrinologista na decisão clínica. Bethesda II (benigno) não significa “não preciso mais de acompanhamento” — significa “acompanho com USG seriado”. Bethesda III ou IV não significa “tenho câncer” — significa “preciso de investigação adicional”. Leve SEMPRE o resultado ao médico que solicitou.
A PAAF de tireoide na CEFIS é realizada pelos Dr. Edimo Oliveira e Dr. Octávio — médicos ultrassonografistas com experiência em punções tireoidianas guiadas por ultrassom. O material coletado é enviado ao Hermes Pardini para análise citopatológica por patologista especializado. Para acompanhamento pré e pós-PAAF, a CEFIS conta com equipe de endocrinologia que interpreta o resultado Bethesda e define conduta.
Conhecer a Equipe CEFIS →Não. A maioria dos nódulos de tireoide é benigna e acompanhada apenas com ultrassonografia seriada. A PAAF é indicada quando o nódulo tem características suspeitas na imagem (TI-RADS 4 ou 5), tamanho acima de 1 cm com pelo menos uma característica de risco, crescimento significativo em exames seriados, ou quando o endocrinologista considera necessário esclarecer a natureza do nódulo.
TI-RADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) é um sistema de classificação por ultrassonografia que categoriza nódulos tireoidianos de 1 a 5 conforme risco de malignidade. TI-RADS 1-2 geralmente não indicam PAAF. TI-RADS 3 pode indicar PAAF se o nódulo for grande. TI-RADS 4-5 geralmente indicam PAAF. O endocrinologista cruza o TI-RADS com o tamanho e outros fatores clínicos para decidir.
Bethesda II tem risco de malignidade de 0-3% — ou seja, é altamente provável que o nódulo seja benigno, mas não é 100% definitivo. Por isso, mesmo com resultado benigno, o endocrinologista geralmente recomenda acompanhamento com USG seriado (a cada 6-12 meses inicialmente, depois espaçando). Se o nódulo mudar de características, nova PAAF pode ser indicada.
Bethesda III (AUS/FLUS) significa que as células coletadas têm alterações que não são claramente benignas nem malignas — uma “zona cinzenta”. O risco de malignidade é de 6-18%. A conduta usual é repetir a PAAF em 3-6 meses ou, em alguns centros, solicitar teste molecular complementar. Na maioria dos casos, a repetição esclarece o diagnóstico.
Não. Essa é uma preocupação comum, mas estudos científicos com décadas de evidência mostram que a PAAF NÃO causa disseminação de células malignas pelo trajeto da agulha. A agulha é extremamente fina e o procedimento é seguro — por isso é o método padrão-ouro mundialmente aceito.
O desconforto durante o procedimento é leve (semelhante a uma injeção) e dura apenas os segundos da inserção da agulha. Após o procedimento, pode haver leve dor no local e eventual hematoma discreto — ambos resolvem em 1-3 dias. Compressa fria pode ajudar. Atividades normais são liberadas imediatamente.
Atualmente realizamos PAAF exclusivamente para nódulos de tireoide. Para punções em outras regiões (mama, linfonodos, partes moles), consulte encaminhamento com seu médico assistente.
Sim. Aceitamos GDF-Saúde, Pró-Saúde TJDFT, Saúde Caixa, SIS Senado, BACEN, OMINT e mais de 40 convênios. Também atendemos particular — consulte valores pelo WhatsApp. Confirme a cobertura do seu plano antes do agendamento.
Informe ao médico caso use anticoagulantes (AAS, Marevan, Xarelto, Eliquis etc.). A suspensão só deve ser feita com orientação do médico que prescreveu — nunca suspenda por conta própria. Em muitos casos, a PAAF pode ser realizada mesmo em uso de anticoagulante, dependendo do tipo e da dose.
Na Asa Sul de Brasília — EQS 102/103 bloco A lojas 42 a 54, Centro Empresarial São Francisco. Estacionamento. Atendemos de segunda a sexta das 7h às 21h e sábado das 8h às 12h.
Punção guiada por ultrassom + análise Hermes Pardini. Resultado em até 7 dias úteis. Convênios e particular na Asa Sul de Brasília.